Nasceram as pimentinhas!!!!!

Tá... a notícia tá meio atrasada, né? As pimentinhas chegaram ao mundo no dia 19 de maio! É que de lá pra cá a adaptação ao novo ritmo foi uma loucura... nem pensar em chegar perto do computador...

Bom, o fato é que as nossas pequenas nasceram quinta feira passada, Ana Luz às 18:17 e Estrela às 18:31, de parto normal. O momento mais emocionante, especial e maravilhoso das nossas vidas, sem sombra de dúvida... nasceram lindas, cheias de energia e iluminando nossas existências. Ana Luz nasceu em silêncio, sem chorar, abrindo de cara os olhinhos para o mundo. Estrela nasceu botando a boca no mundo, já deixando claro que passividade não é mesmo o seu negócio...

Logo a gente se adapta melhor ao novo ritmo com as pimentinhas e eu volto a escrever com mais regularidade. Por enquanto, deixo vocês na companhia das duas pequeninas mais lindas do mundo (que me desculpem as outras mães que passam por aqui, mas corujice é fundamental!!!)... com vocês, Ana Luz e Estrela!!

 

Ana Luz: aaaaaaai, que preguiiiiiiça...

Estrela: deixa eu que eu tô tirando um soninho legal...

 

As duas são absolutamente diferentes. Não só fisicamente - dá pra perceber de cara quem é uma e quem é outra, sem o menor risco de confusão... - mas também a personalidade. A Ana Luz é totalmente zen, tranquilinha, relax total... já a Estrela é mais temperamental e agitada. Cada uma na sua, mas com alguma coisa em comum!

As notícias, impressões e sentimentos desse processo todo vão chegando aos poucos, tá? Lembrem-se, a paciência é uma grande virtude...  

... tem momentos em que uma hora parece levar dias pra passar ...

“... é bom viver eternamente grávida
de filhos, de idéias e de sonhos
em plena criação
no meio de uma festa que é sempre
essa função de dar à luz
... parir para mim é um prazer
uma eterna explosão
de vida e música
pipocando de dentro para o mundo
... há quem diga que dói
mas eu no fundo
me envolvo e mergulho de cabeça
relaxo e aproveito o privilégio
de ser quem gera a vida e o futuro
por mais escuro que ele nos pareça... ”
(*)

... vou me despedindo dessa barriga deliciosa pra logo, logo, ter as nossas pimentinhas nos braços ...

(* "Eternamente Grávida", de Joyce)

30 coisas simples que fazem a vida mais leve e colorida:

- música de Toquinho e Vinícius bem alta, pra dançar e cantar junto;
- sorvete de chocolate com calda e farofinha;
- filme do Almodóvar no Espaço Unibanco, com direito a papo no barzinho depois;
- pizza no sábado à noite, sem contar as calorias;
- passar uma tarde sem nada pra fazer, só vendo o tempo passar;
- cheiro de mato molhado depois da chuva;
- assistir a uma aula interessante e sair pensando e discutindo comigo mesma;
- receber um elogio de alguém cuja opinião a gente respeita;
- crônica de Clarice Lispector lida no silêncio do quarto, num dia cinzento;
- beijar na boca e ficar juntinho de mãos dadas, só sentindo a presença do outro;
- almoço em família, com muito aconchego, carinho e risadas;
- caminhar na praia e sentir a brisa do final de tarde batendo no rosto;
- reler um livro que a gente gosta e descobrir milhares de novos significados;
- conversar com um amigo que a gente não vê há anos e descobrir que tem certas pessoas que a gente não esquece e que não esquecem da gente;
- pular até derreter num show do Lulu Santos ou da Zelia Duncan;
- receber uma notícia boa que a gente não esperava;
- sentir que as pessoas importantes gostam e torcem por você;
- sentar num banco de praça e ver o sol se por, ao lado de uma companhia especial;
- bater um longo papo filosófico, daqueles totalmente sem sentido, e ter por um minuto a impressão de ter compreendido tudo;
- fazer o que a gente gosta e ser reconhecida por isso;
- peça de Nelson Rodrigues bem montada e interpretada;
- ver DVD debaixo do edredon, em ótima companhia, num dia de muito frio;
- cinema sessão do meio da tarde, cheio de cadeiras vazias, com um saco enorme de pipoca na mão;
- conhecer lugares, pessoas e culturas diferentes, expandir horizontes;
- voltar pra casa depois de um longo tempo fora;
- suco de melancia bem gelado num dia de muito calor;
- compreender um conceito que a gente investigava há um tempão e que parecia indecifrável;
- uma bela noite de sexo com o cara que a gente ama, com direito a dormir bem abraçadinho depois;
- ter gente querida ao nosso redor, para dividir coisas boas e ruins;
- vestir uma camisa amarela e sair por aí...

... e é aí que a gente tem vontade de dar cambalhota, e de rir sem motivo, e de abraçar quem estiver por perto. E a gente respira vida, e entende o mundo, e sorri um sorriso de flores do campo. E inspira juventude, e quer viver tudo o que houver para viver, e o tudo ainda parece pouco. E é como se de repente a gente fosse grande, tão grande, que nem mesmo cabe dentro da própria consciência. E a gente fecha os olhos e agradece, porque entende que tudo o que nos foi dado não vem de nós, vem de algo muito maior. E a gente deseja compreender essa força, mas também deseja, lá no fundo, que se preserve o mistério, que dá um gosto tão bom à vida. E a gente quer chupar picolé, e colher rosas no jardim, e andar na chuva. E pisar no mato molhado, e ver o pôr do sol, e cantar aquela música sem sentido. E quer mãos dadas, carinho no rosto, beijo na boca. A gente quer a vida, quer a pele, quer o gosto. Porque tem uma sede insaciável de cor. E de sabor.
E a gente quer se olhar no espelho, porque mal se reconhece. Porque vai muito além do que se sabe. Porque se entende muito além do que se vê. E a suavidade da brisa parece tão amiga, tão carinhosa, que a gente acha que pode sair voando com ela.
É nesses dias que a gente compreende. Mais do que quando pensa. Porque é aí que a gente sente, e só quem sente sabe de verdade.
E é nesses dias com sabor de algodão doce e cara de montanha russa que a gente vive de verdade. E escreve coisas sem sentido.
Ou é nesses dias que o que a gente escreve tem mais sentido do que nunca...

"... as coisas se transformam, e isso não é bom nem mau ..." (*)

(**)

A vida passa o tempo todo. Tá, pode parecer uma idéia óbvia e banal, dita assim sem rodeios. Mas o fato é que nem sempre a gente se dá conta disso.

Cada passo adiante que a gente dá na vida significa enterrar um passado. Enterrar coisas que já foram, sentimentos que já se perderam, pessoas que já deixaram de significar, sentimentos que já não pulsam. A vida é um processo contínuo de vida e morte. O que é velho morre para dar lugar ao que virá.

Nem sempre é fácil. A morte é sempre um processo doloroso. Dói até mesmo enterrar aquilo que já estava morto muito antes da gente perceber. Porque por mais que a gente queira olhar para frente, é humano sentir medo daquilo que a gente não conhece. De tudo o que ainda não viveu.

A questão é que quem não enterra acaba morrendo junto. Vivendo sem viver. Porque não se permite mergulhar no abismo e se perder na escuridão do que não sabe.

Eu sinto que venho vivendo isso mais intensamente que em qualquer outro momento da minha vida. Vislumbrando uma infinidade de mudanças, de novas realidades, novos sentimentos, novas descobertas. E, claro, vivenciando a necessidade de deixar muito para trás. Muito do que já fui, do que já senti, do que já quis. Muito do que já foi o mundo para mim. E que se tornou apenas bagagem.

Não vou dizer que não envolve dor. Envolve, sim. Mas até que é uma dorzinha gostosa. Aquela que mostra que a gente está crescendo, indo adiante e tem muita coisa que não cabe mais. Aí a gente deixa, pacotinho por pacotinho, que o que a gente não é mais vá ficando pelo caminho. Dá uma vontade louca de olhar para trás. E às vezes a gente até olha. E só vê poeira, porque é só o que resta quando não há mais vida.

Viver significa mudar. A estagnação é a morte.

É por isso que eu vejo a vida assim: mudar é difícil, mas muito pior seria se a gente não mudasse. Se tentasse seguir em frente e se visse preso ao passado, sem possibilidade de descobrir a maravilha do novo. E a dor também, porque nada na vida é só maravilha. Aliás, eu acho mesmo que a grande maravilha é que não seja. 

Eu tenho sentido mesmo é essa vontade imensa de abrir os braços. E que venha o que tiver que vir. E que morra o que tiver que morrer. E que se enterre o que morto já estiver.

Porque a bagagem que eu quero pra mim é essa fresquinha, cheirosinha, com gosto de alma lavada e coração puro.

Porque eu desconfio seriamente que é só essa que vale mesmo a pena carregar...

"... hoje eu sei que mudar dói, mas não mudar dói muito mais... " (***)

(* trecho de "Por Brilho", de Oswaldo Montenegro / ** imagem de Salvador Dalí / *** trecho de "Mudar dói, não mudar dói mais", de Oswaldo Montenegro)

Meio da quadragésima semana, só chocando, só curtindo o ninho...

 (*)

"... mas é claro que o sol
vai voltar amanhã
mais uma vez, eu sei
escuridão já vi pior
de endoidecer gente sã
espera que o sol já vem...
(...)
Nunca deixe que lhe digam
que não vale a pena
acreditar no sonho que se tem
ou que seus planos nunca vão dar certo
ou que você nunca vai ser alguém (...)
Quem acredita sempre alcança..."
(**)

O bom dessa vida é que o sol sempre volta... aliás, a verdade é que ele nunca vai. Mesmo quando a gente acha que ele se escondeu, a verdade é que ele continua ali. Escondido, mas esperando a gente estar preparado para recebê-lo de novo. Porque tudo nessa vida chega quando a gente está preparado para receber.

Eu hoje me lembrei que as nuvens vêm e tem vezes que a gente acha mesmo que não vão passar. Mas é aí que o vento sopra, manda o cinza para longe e a gente se ilumina de novo. O sol volta para inundar a gente de luz e calor. E a gente se sente revigorado, reinventado.

E essa sensação é boa demais...

(* imagem: Alfredo Lopes)

(** trecho de "Mais uma Vez", de Renato Russo)

Ontem não foi dia de ficar no computador. Foi dia de curtir o meu primeiro Dia das Mães como mãe. Ao lado da minha mãe e das minhas pimentinhas, que pelo jeito tão querendo chegar em grande estilo: criar expectativa até o último minutinho...

Mas também não dava pra deixar passar em branco essa data tão linda. Embora todo dia seja dia das mães. Embora todo dia seja dia pra gente demonstrar que ama. Embora todo dia seja dia pra gente reverenciar a beleza da maternidade, do ciclo continuado da vida, da maravilha da força feminina de parir.

De qualquer forma, aproveitei a data para escrever alguma coisa. Algo que eu queria dizer a essas mulheres que fazem parte do sentido da minha vida. E aí está. Atrasado, mas presente. E sincero, que é o que mais importa.

 

Á minha mãe

Por me ensinar que o mundo não é perfeito, mas que havia muita coisa boa para aprender com ele.
Por me deixar caminhar e cair, por mais sofrido que fosse compartilhar da minha dor.
Por me dar forças para ser eu mesma e não tentar me modificar, mesmo sabendo que algumas vezes isso me faria sofrer.
Por deixar que eu aprendesse e crescesse com meus próprios erros, sem sucumbir à vontade de me forçar a seguir aquele que você considerava o ‘caminho certo’.
Por me fazer compreender que ninguém acerta sempre, mas que o importante é tentar fazer o melhor.
Por me incentivar a seguir meus sonhos e não desistir quando as coisas davam errado.
Por compreender que eu precisava de liberdade, e não me forçar a falar quando eu não estava disposta.
Por respeitar meu espaço e me deixar descobrir por mim mesma quem eu era, embora você muitas vezes já soubesse.
Por sorrir a cada conquista minha, por menor que fosse.
Por vibrar com cada passo que me levava adiante, mesmo sabendo que algumas vezes esse passo poderia me afastar de você.
Por não ter medo de me entregar o mundo, mesmo convivendo com a possibilidade de que meu mundo pudesse estar longe do seu.
Por estar sempre disponível e não deixar que eu me sentisse sozinha quando precisava de apoio e colo.
Por ter sempre uma palavra amiga, amorosa, reparadora.
Por não deixar de me dizer o que era preciso que eu ouvisse, mesmo sabendo que muitas vezes eu não gostaria de escutar.
Por cada minuto de aprendizado, de vida compartilhada, de caminhada conjunta.
Por cada risada juntas, por cada momento de silêncio em que nos compreendemos totalmente, por cada olhar trocado dizendo tudo o que precisava ser dito.
Por ter me dado o privilégio de compartilhar com alguém tão especial essa maravilhosa caminhada que é a vida.
Por tudo isso preciso agradecer.
As palavras são poucas, mas é o que tenho hoje.
Palavras que liberto e jogo ao vento, e desejo que cheguem a você.
E lhe afaguem como um beijo carinhoso durante o sono.
E lhe tragam a lembrança de que estamos sempre juntas.
Sempre. Não importa onde.

 

Às minhas filhas

Sorrisos já imaginados, enchendo o coração de ternura.
Momentos de comunicação só nossa, impossível de ser compreendida além de nós mesmas.
Uma barriga crescendo, mostrando para o mundo que nunca nada mais será igual.
Sons, toque, movimentos que trazem para o concreto a infinitude de uma relação sentida e compreendida além das palavras.
Momentos sonhados que materializam um futuro que construiremos juntos.
Mão na mão, dois seres que se amam lado a lado compartilhando um sonho mais brilhante e iluminado do que jamais ousaríamos sonhar.
Mudanças inevitáveis, assustadoras algumas vezes.
Cheiro de vida nova, de sonho vivido a cada dia, de arco-íris.
Tudo isso e muito mais.
Toda a vida que se descortina diante de nós, e que desejamos com toda a alma abraçar, acalentar, desfrutar.
Porque com vocês a vida será outra.
Já é outra.
Já é mais vida. Mais luz. Mais cor. Mais sabor.
Mais ternura, amor, felicidade.
E que possam sentir o toque de agradecimento. Que a ternura da minha gratidão alcance vocês.
Obrigada. Pelo amor, pela transformação. Pelo aprendizado.
Pela vida que me está sendo trazida com a chegada de vocês.
Por vocês.

"... poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer... longe de mim a inveja e a maldade escondidas..."

A vida dá voltas. Muitas e para todos os lados. Tira as coisas dos lugares, muda nossos caminhos. Rearranja nossos sentimentos e pensamentos de formas que, muitas vezes, não compreendemos.

O fato é que coisas acontecem. O tempo todo. Coisas ruins e coisas boas. E de cada uma delas é feita a vida. Por mais que a gente não alcance os porquês, eu acredito que há sempre uma razão para as coisas. Nada é por acaso, a gente vive o que tem que viver. Simples assim.

Mas tem horas que a gente precisa mesmo se voltar para o ninho e ficar quietinho. Para tentar retomar a comunhão com o mundo e se energizar. Para se reconectar com a força interior que todo mundo tem.

É o que eu estou fazendo agora. Depois de ter recebido uma notícia triste. Muito triste. E da sensação da mais absoluta impotência diante das tais voltas que a vida dá.

E tudo isso potencializado pela percepção – melhor seria dizer lembrança – de que existe muita gente pequena no mundo. Gente invejosa, maldosa, infeliz. Que gosta de semear tristeza. Que se delicia em transformar o sofrimento alheio em espetáculo e bandeira.

A verdade é que gente ruim tem em todo lugar. Mas em um veículo como a internet, em que a gente se expõe sem saber a quem, a vulnerabilidade acaba sendo maior. A gente tem que lidar com a maldade de gente que nem ao menos tem coragem de se expor, assumir sua opinião e dar a cara para bater.

Se alguém tem uma opinião diferente da minha, eu respeito. Desde que essa opinião seja assumida e defendida com coragem e respeito. Se querem simplesmente colocar uma palavra desagradável ou acusação injusta pelo simples prazer de ver o circo pegar fogo, não dá. Comigo esse tipo de gente não tem vez.

Desculpem se pareço agressiva demais. A imensa maioria das pessoas que visitam esse blog traz energias positivas, palavras amorosas, apoio. E é por isso que eu me sinto à vontade para desabafar em um momento como esse. É que com tanta coisa triste acontecendo, ainda ter que agüentar gente que gosta de despejar a própria infelicidade em cima dos outros é demais. Não dá para ficar calada.

Enfim, eu realmente acordei vendo tudo meio cinzento. Mas conversei com muita gente querida e ouvi coisas cheias de carinho, o que me deu energia pra vir aqui, colocar tudo isso pra fora e a bola pra frente.

Afinal, tudo isso fica tão insignificante quando penso em todas as demonstrações de carinho que tenho recebido, pelos comentários aqui no blog, por e-mail... tão bom. Tão lindo isso. Me sinto envolvida numa energia boa, numa torcida amorosa por nós, pelas meninas... uma força surpreendente que me fez sentir amparada, apoiada. E isso apaga tudo de negativo que possa aparecer pelo caminho.

Eu tenho muita sorte de estar rodeada de gente assim, e não trocaria todas as mensagens carinhosas que recebo para não ter que ter lido uma ou outra bobagem vinda de quem não tem mais o que fazer.

Só aproveitando pra encerrar o assunto de vez: quando eu era pequena aprendi uma vez uma grande lição lendo uma estorinha infantil onde uma personagem dizia para outra: "Se você não tem nada agradável para dizer, não diga nada!".

Acho que muita gente devia pensar nisso...

39 semanas...

Cá estamos nós... no meio da trigésima nona semana, tranquilinhas. Parece que as pimentinhas tão a fim de curtir o aconchego da barriga da mamãe até o último momento...

E esse barrigão que não tem mais pra onde crescer!

... por que é que tudo na vida tem um porém?

 

O que eu desejo...

Eu desejo que a vida lhes sorria sempre, mas que também aprendam a chorar cada queda, lavar a alma e seguir em frente.
Eu desejo a poesia do mundo em toda a sua intensidade, e que não tenham medo de se doar à vida. E que, tendo medo, não se deixem dominar por ele. Porque o medo existe, e o que importa é o que a gente faz dele.
Desejo beijo e toque, e dias sabor sorvete com calda de chocolate.
Desejo que aprendam a se entregar sem restrições, sem reservas, sempre que acharem que vale à pena. Ainda que se enganem, porque às vezes acontece.
Desejo luz, alegria, intensidade. E que a vida lhes reserve surpresas a cada esquina. E que jamais deixem de maravilhar-se com cada traço de poesia que se esconde nos cantinhos do cotidiano.
Desejo que sejam protegidas, amadas, respeitadas. E que saibam defender seu direito de ser o que desejam ser. E que, se alguma vez não conseguirem, não desistam de tentar de novo.
Desejo que sonhem, do fundo da alma. E que acreditem. E que realizem. E que, realizando, tenham sempre um sonho novo para sonhar.
Desejo sorriso aberto e olhos brilhando a cada segundo. E também lágrimas, porque elas trazem um gosto novo e nos fazem compreender coisas que muitas vezes não poderiam ser compreendidas de outra forma.
Desejo que o mundo lhes abra muitas portas. E que não tenham medo de bater nas que estiverem fechadas. Porque nem sempre as coisas chegam até nós. Muitas vezes é preciso agarrar a vida ‘a laço’.
Desejo amigos, amores, aconchego. E que tenham sempre com quem contar. E que também possam estar sozinhas quando for preciso, para que descubram a imensidão que lhes reserva seu próprio mundo.
Desejo que possam correr, e descobrir, e tropeçar. E levantar. E que nunca percam o desejo de olhar adiante e conquistar o desconhecido. Porque de sombras e dúvidas também é feita a vida.
Desejo que amadureçam no momento certo, mas que nunca deixem de ser crianças. Que nunca deixem de rir e entregar-se ao mundo com a disponibilidade de quem tem toda a vida pela frente.
Desejo que cada passo lhes traga um infinito de possibilidades, e que possam sempre olhar adiante com o peito cheio de esperança. Porque o passado se carrega, mas o presente é que se vive e o futuro é que se sonha.
Desejo alegrias e dores. Amores e decepções. Ganhos e perdas. Porque nada é mais triste do que viver a vida em tons de cinza e jamais aceitar a amplidão e a diversidade do arco-íris.
Desejo cores, formas, cheiros, sons. Vida cheia de sensações, de experiências, de plenitude. E que jamais se conformem com o que não está certo ou suficiente. Porque vocês merecem mais. Sempre.
Desejo coisas que não sei dizer. Que não compreendo. Que não conheço.
Desejo que vocês sejam muito mais do que eu. Que saibam muito mais. Que descubram muito mais. Que cheguem muito, muito além do que eu jamais poderia sonhar em chegar.
Porque algo de mim caminhará sempre com vocês. Sonhará com vocês. Porque vocês são fruto do maior amor que eu poderia ter encontrado, e carregam consigo a beleza e a poesia desse amor.
Porque onde vocês chegarem, minha essência vai estar com vocês. Minha mão, meu carinho, meu colo. Mesmo que eu não esteja.
Porque desejo, mais do que tudo, dar o melhor de mim a vocês, e não tenho o menor medo de me perder por isso.
É que dar de si com amor nunca perdeu ninguém.
É que o melhor de mim já são vocês.
E é por isso que eu desejo. Tanto e com tanta força.




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