"Menininha do meu coração
eu só quero você a três palmos do chão.
Menininha não cresça mais não,
fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
fingindo assustada do bicho-papão...

Menininha, que graça é você,
uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer... (...)"

 

             Ana Luz e Estrela

 

Atendendo a pedidos... as menininhas do meu coração.

Fotos tiradas semana passada. Um mês e alguns dias de vida...

 

3 anos juntos... (comemorando aniversário de namoro...)

... e então nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, e foi como reconhecer-se após uma longa caminhada distantes, numa busca infinita pelo outro. e nossas almas se reencontraram, e dialogaram como se jamais se tivessem separado. e nossas mãos se tocaram, e o calor de nosso toque se misturou e trouxe um novo alento ao caminhar de cada um. e vieram as dificuldades, e cada um sentiu sua dor, e a dor do outro, e a tentativa de estar separado. e o que tinha de ser, e o que sentíamos, se fez mais forte, e o destino nos trouxe a possibilidade, e a vida se refez mais uma vez. e foram dias de sorriso, e toque, e união. e nos descobrimos, e nos reconhecemos. e cada passo nos uniu mais, e cada vez se enxergava menos onde começava um e terminava o outro. e construímos uma vida juntos, e dividimos nossos dias, nossos medos, nossos poréns. nossos porquês e nossas possibilidades. e nos fortalecemos juntos, e cada um de nós cresceu e se fez melhor pela presença do outro. e choramos e rimos juntos, e nos abraçamos, e cada passo fazia da minha carne a sua alma, e da sua pele o meu sentir. e o dia nasceu ensolarado, e a gente se amou. e o dia nasceu cinzento, e a gente se amou. e fizemos da união dos nossos corpos a nossa religião, nossa crença, nosso poder. e acreditamos na força desse sentimento acima de tudo. e desejamos fazê-lo florescer, e desse desejo nasceram duas sementes que vinham para colorir o nosso mundo. e nos abraçamos, e choramos juntos ao sentir pela primeira vez a presença de dois seres que dividiam conosco a essência de nós dois.

e então somos nós, dois que se fizeram quatro. é a nossa vida, renovada. mais e mais amor, a cada dia. e então é a felicidade, a intensidade. A amizade. A cumplicidade, a simplicidade.

... e então a gente se ama, e nada mais é preciso.

A gente descobre tanta coisa quando é mãe.
Descobre que a nossa capacidade de amar é muito mais intensa do que jamais havia imaginado.
Descobre que um simples sorriso pode despertar uma ternura infinita.
Descobre que tem uma criatividade imensa para imaginar soluções.
Descobre que meia horinha de sono tem um valor inestimável.
Descobre que não sabia nada a respeito da vida.
Descobre que uma lágrima do outro pode doer mais que a nossa própria dor.
Descobre que pode muito mais do que pensava.
Descobre que faltava algo, que vinha convivendo com um vazio imenso, e nem sabia.
Descobre que tanto pode ser vivido e compreendido, e que por tanto tempo a gente deixou de lado o que realmente importava.
Descobre que uma mãozinha pode chegar tão longe, pode tocar a gente no fundo da alma.
Descobre que o que vale mesmo a pena está ao alcance das mãos.
Descobre que pode estar cansada, esgotada, e ainda assim experimentar uma felicidade tão plena quanto desconhecida.
Descobre que pode ir muito além do que pensava ser o nosso limite.
Descobre que deve seguir os próprios instintos, porque nada é absoluto no mundo.
Descobre que o mundo é muito mais colorido, iluminado e divertido, e que basta ter olhos para ver.
Descobre que tem muito trabalho pela frente, mas que não trocaria isso por sossego nenhum.
A gente descobre que tem que amparar, acarinhar, acalentar, sem medo de amar demais.
A gente descobre a si mesmo, descobre a infinitude do próprio amor, da própria alma, da própria essência.
Descobre o que é ser. O que é estar. O que é a vida. O que é aquilo que a gente tanto procurava e que tinha medo de não encontrar nunca.

Eu tenho descoberto muito. Tenho descoberto tanto. Compreendido tanto.
A maternidade é uma experiência imensa, infinita. É o amor redescoberto, reinventado. É a alma de roupa nova.
E isso não é nada. Porque eu ainda tenho tanto por descobrir...

Reparei agora que deixei o dia dos namorados passar batido aqui no blog. Tá bom que para quem ama todo dia é dia, mas de qualquer jeito me lembrei de um texto que li há muito tempo atrás e que ficou na minha cabeça até hoje. Muito bonito. Delicado. Verdadeiro.

Muitos provavelmente já conhecem, mas vai assim mesmo.

Um presente de dia dos namorados, atrasadinho, para os apaixonados de plantão...

TER OU NÃO TER NAMORADO, EIS A QUESTÃO...

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado mesmo, é difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem quer se proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira, basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, do carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama, beira d´agua, show de Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente começar a fazer sentido."  

(Artur da Távola)

Aproveito pra dizer pro meu namoradinho, que me deu os dois maiores presentes que eu poderia sonhar: Bê, te amo a cada segundinho mais...

... e feliz dia dos namorados!!!

O ‘eu e os outros eus’ anda meio às moscas, isso já deu pra perceber... é, cuidar de duas recém-nascidas não é fácil... é uma delícia, mas dá um trabalho! Não sobra tempo pra muita coisa. Mas agora estamos começando a encontrar um ritmo nesse caos e acho que deve dar pra atualizar o blog mais freqüentemente. Assim também esse ‘filhote virtual’ não fica tão abandonado... então, para ‘reaquecer as turbinas’, eu estava aqui, entre uma mamada e outra, pensando...


" ... não vale a pena viver discutindo sobre tudo, faz parte da condição humana errar de vez em quando ... " (*)

Eu sou um ser humano, e seres humanos não são perfeitos. Portanto, eu erro. Correto? Claro como o dia. Tão lógico quanto o famoso ‘penso, logo DeSisto’. Eu prefiro assim. Mas voltando ao raciocínio, eu erro. Como todos nós erramos. Parece lógico, não?

O problema é que, na prática, essa teoria não funciona muito bem assim. A gente não quer errar. Quer fazer tudo certo, tudo perfeito, tudo lisinho. Ainda mais quando se trata das pessoas que a gente ama. A gente não quer dar margem a insatisfações, angústias, vazios. Quer acertar, quer preencher, quer dar o que aquela pessoa precisa. Ser tão perfeito quanto ela esperaria que a gente fosse. Ou quanto a gente imagina que ela esperaria que a gente fosse...

Essa é uma sensação que eu tenho experimentado muito ultimamente. A de querer descobrir o caminho certo, aquele sem erros, sem tropeços.

E eu confesso que não é nada fácil descobrir que esse caminho não existe. Porque a perfeição não existe. Isso eu já sabia, mas acho que andei me esquecendo. Andei com um medo infinito de escorregar, de sair dos trilhos, de me perder daquilo que eu acreditava ser o ideal.

E de repente é que me lembrei que o ideal é aquilo que a gente pode. Assim é que é. A gente dá o máximo de si, faz tudo o que pode, se entrega, faz o melhor. E ainda assim não é perfeito. Porque não tem que ser. Tem que ser o melhor, tem que ser de coração, tem que ser inteiro. Mas não tem que ser perfeito.

É que também me lembrei que o perfeito não ensina. Quando a gente faz tudo certo, não tem o que aprender. A gente aprende é com aquele risquinho fora do lugar, com a nota dissonante, com a desarmonia que impulsiona a querer melhorar e chegar além da próxima vez.

É a lei natural da vida. A gente erra pra melhorar. Pra se aperfeiçoar. Pra crescer.

E crescer não é nada fácil. Isso eu também já sabia.

(* Friedrich W. Nietzsche)




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