Equação complicada

vontade de mudar o template do blog + incompetência nata para assuntos 'internéticos' ou 'computadorísticos' (quer tais palavras existam ou não) + computador que insiste em levar eras para responder a um comando, apesar de esforços em contrário + desconhecimento absoluto e irremediável de códigos HTML  =  blog pesado e confuso, contador que não funciona, tempo e mais tempo perdido em vão diante do computador e paciência totalmente esgotada

Resumo da ópera: desisti.

Estamos, portanto, de mudança. Casa nova, com cheiro de pintura fresca, vizinhança amigável e mobília novinha.

Juntem seus trapinhos e venham conosco...

http://eueosoutroseus.blogspot.com

imagem extraída de: http://www.spindelvisions.com (*)

Tempo Rei

... e o tempo passa.

Não que eu não soubesse. Mas é que sem querer eu descubro. Como quem não sabia. Ou como quem esqueceu.

Que não pára de passar, nunca. Mesmo quando a gente não se dá conta. Mesmo que a gente não queira. Mesmo que lute para não ver. Ou não sentir. Não saber.

Agora mesmo. Enquanto penso. Enquanto escrevo. Vivo, e o tempo passa. E passa. E passa.

Parece que, quando a gente tem filhos, o tempo passa mais. Ou a gente percebe mais. É, talvez seja isso.

Porque eles crescem tão rápido. E mudam tão rápido. E a gente fica tentando lutar contra aquele aperto doído no peito, um saber profundo que faz a gente querer agarrar o tempo.

Mas às vezes. Só às vezes. A gente percebe que não dá e se entrega. E se doa, e se permite sentir o prazer de ver a vida passar. E o tempo fluir, e as coisas mudarem, evoluírem, crescerem.

Quando a gente consegue, é bom demais. Intenso. E grande. Imenso, da gente sentir que é demais para uma pessoa só. Só, de sozinha, mesmo.

Eu acho que agora consegui. Por um momento. Que foi pequeno, mas foi um momento, e foi meu. E foi lindo.

Sentada, vendo minhas meninas, que há pouco menos de cinco meses eu imaginava, sonhava, ansiava por tocar e sentir, explorando com tanta curiosidade um mundo que eu mesma ainda luto para compreender. Estendendo suas pequenas mãozinhas cheias de doçura para tocar a vida.

Foi tão especial que eu ainda quase não consigo respirar. Nem pensar direito.

Que bom que o tempo passa.

Que bom.

(* imagem extraída de http://www.spindelvisions.com)

 (*)

Contando até dez

argh...

... detesto gente folgada! Detesto!

Eu faço o maior esforço pra nunca invadir o espaço de ninguém, pra não interferir no que não me diz respeito, pra não mexer naquilo que não me pertence.

Mas existe gente que não respeita o espaço alheio. E é uma chatice. Cansa pra burro lidar com gente assim.

Respeito, respeito, respeito. É só o que eu quero ter. É pedir muito?

Saco!

(* imagem extraída de http://diasdechuva.festim.net)

Eu leio sim, e estou vivendo

É esse o escolhido. O livro que estou lendo depois de mais de cinco meses de 'secura literária' (antes das meninas nascerem eu já não conseguia ler nada, porque aquele barrigão não me deixava encontrar posição de jeito nenhum).

"O Matador", o único que ainda não havia lido da Patrícia Melo. Sou fã incondicional dela. Adoro o jeito seco e direto de escrever, as personagens humanas, envolventes, tortas, cheias de defeitos e poréns. Assumidos. Me fascina a forma familiar de tratar a violência. Humana, física, psicológica. A forma despudorada de penetrar psiquês, neuroses, patologias.

"Valsa Negra" ainda é meu preferido. Vamos ver se continua sendo. E sim, pra quem perguntar, eu realmente gosto mais de "Valsa Negra" que de "Inferno". Sim, esse último é bárbaro, mas "Valsa" eu devorei em dois dias. Precisa dizer mais alguma coisa? Para mim, é um amadurecimento. Sei que muita gente discorda. Mas para mim, é. Fazer o que?

Impressões, assim que eu acabar de ler. O que certamente vai demorar um pouquinho. Que as pimentinhas são boazinhas, mas também a moleza não é tanta assim, né?

Grande assim, ó

Esses olhinhos me enchem de vontade de viver.

Esses sorrisos me despertam uma ternura tão infinita que eu tenho até medo que possa não caber em mim.

É um amor tão imenso que chega a doer dentro do peito.

Eu não podia mesmo querer nada melhor que isso na vida...

 (*)

Uma coisa que realmente me incomoda é gente que gosta de se intrometer na vida dos outros.

Não é que eu me ache auto-suficiente, não. Aliás, pelo contrário. Eu não tenho vergonha nenhuma de pedir conselho quando sinto necessidade, de aceitar ajuda quando preciso. Me volto sem qualquer receio àqueles em quem eu confio quando tenho dúvidas, incertezas ou inseguranças. Que todo mundo tem.

Agora, o que eu acho o cúmulo da falta de bom senso é que alguém que nunca me viu mais gorda - nem mais magra - se ache no direito de vir me dizer que eu devo fazer isso ou aquilo, assim ou assado.

E eu tenho percebido que, quando se é mãe, isso acontece a torto e a direito. É como se o simples fato de você ter um bebê nos braços significasse uma porteira aberta para um rebanho de conselhos, dicas, palpites. Uma chatice. Uma intromissão. Um desrespeito.

Eu acho engraçado. Ninguém, em sã consciência, pára uma pessoa na rua pra dizer: 'ei, querida, pelo amor de deus, não pinta mais o cabelo desse loiro acobreado porque fica pééééssimo pra você...', ou: 'meu amor, você jamais pode vestir saia de bolinhas roxas com blusa xadrês escocês, não combina...', ou ainda: 'docinho, que homem é esse que você escolheu pra casar?? ele não tem naaaada a ver com você...'.

Agora, por alguma misteriosa razão que me escapa, qualquer um se acha no direito de palpitar sobre o que você deve ou não fazer com o seu filho. Sem a menor cerimônia, as pessoas se aproximam pra dizer que você deve colocar uma touca porque a criança está com frio, tirar o macacão porque a criança está com calor, colocar brinco para não acharem que a menina é um menino... e por aí vai.

Olha, eu sou malcriada mesmo. Assumo. Respondo na lata, digo sem receio coisas do tipo: 'obrigada, eu sei cuidar das minhas filhas sozinha'. Quem não quiser gostar, que não goste. Ora, bolas.

Ontem foi assim. No supermercado. Um velhinho se aproximou e, sem nem sequer dar boa tarde, disse que eu tinha que dar xarope para a Estrela porque ela estava tossindo. Agora me expliquem: porque cargas d'água um ser que viu a menina pela primeira vez há três segundos acredita que tem mais condições de dizer do que ela precisa do que eu, que convivo com ela 24 horas por dia??? Por favor, me expliquem! Eu juro que adoraria entender!

É uma pena que eu estivesse tão distraída que nem tenha tido tempo de dar uma resposta a altura antes que o tal velhinho virasse as costas e desaparecesse entre as prateleiras. É uma pena também que ele, muito provavelmente, não leia blogs nem acesse a internet. Porque, senão, eu poderia lhe dar uma resposta bem pensada aqui mesmo, que desde ontem me ficou atravessada na garganta.

Eu acho uma ignorância sem tamanho isso de achar que criar filho é receita de bolo. Faz isso, que acontece aquilo. Se você faz assim, a criança fica assado. Quanta bobagem.

Bastaria um pouco (um pouco, vá lá, nem precisaria muito) de sensibilidade para se perceber que cada criança é uma criança, cada pai é um pai, cada mãe é uma mãe, e cada família é uma família. Óbvio, não? Mas todo mundo esquece.

Eu não peço muito. Não quero meter o bedelho na vida de ninguém. Nem quero que ninguém viva de acordo com as minhas regras.

Só quero que me deixem, aqui no meu cantinho, feliz vivendo do meu jeito. Eu e os meus. E os outros eus.

Que a gente vem se saindo muito bem assim, obrigada. 

(* imagem extraída de http://www.aerogramar.com.br)




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